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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Exercice du Regarde no Festival Move Mundo de Cinema e Vídeo


É com grande alegria que no dia 31 de outubro de 2014 o filme Exercice du Regarde será exibido no Festival Move Mundo de Cinema e Video, na categoria video-poesia ao lado de varios outros filmes. Quem estiver por Betim apareça!

Praça Milton Campos, Betim - MG.


Exercice du Regarde (2010)
HD - 8min15seg

Sinopse
Uma musa. Um não-lugar. Uma cidade utópica talvez. Um não-lugar de sal. Ela olha longe, bem longe. Talvez ela espere. Talvez ela espere alguém. Não sei... Nós à observamos.

(Filme realizado entre as residencias artísticas na Saline Royale d'Arc et Senans, França e Hangar.ORG, Espanha entre novembro de 2009 e janeiro de 2010).

Direção: Thaís de Almeida Prado e Edson Secco
Voz e Texto: Thaís de Almeida Prado
Camera: Thaís de Almeida Prado e Edson Secco
Edição: Thaís de Almeida Prado e Edson Secco
Desenho Sonoro: Edson Secco
Performance: Carolina Bonfim


domingo, 7 de novembro de 2010

primeira tentativa de título... (Parte 11)

Parte 11

Chaux, é esse o nome.
A musa disse Chaux.
Lembro-me nitidamente.
Elas riam, se acariciavam e diziam chaux.
Isso poderia ser qualquer coisa. Qualquer coisa.

Meus pés estão sangrando novamente, mas não doem.

Continuo estranhando o meu corpo.

A casa está vazia e vejo a neve caindo pela janela. Tive a impressão de que ontem não nevava, mas já não sei o que significa ontem e hoje. Amanhã talvez... talvez...
A noite parece nunca chegar aqui. É sempre tudo tão luminoso e tão branco. Estou em um tempo fora de um tempo. Num dia fora do tempo.

Em suspensão.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Exercice de Regarde / Exercício de Olhar.

Exercice de Regarde / Exercício de Olhar.

Il faut commencer à écrire le scénario. Mais, comment ?
Comment commencer?

Il y a  une Femme là-bas.
Elle regarde vers  l’horizon.

Elle semble regarder  loin, très loin peut-être.
Peut-être attend-elle quelqu'un
Un homme.

Je ne sais plus…

On la regarde.
Au fond, nous pouvons voir un parapluie à même le sol.

*Une autre femme passe par là très vite, elle dit quelque chose que je ne comprends pas.

Mais  après ? et après ça, qu’est-ce qu'il se passe ?

Ah, oui ! Il fait froid.
Le manteau rouge traverse le plan.

C’est un plan séquence peut-être.

Et peut-être le manteau rouge est-il aussi seulement une hallucination.

Je laisse tomber.
Je te laisse tomber.

Peu m'importe.
Je ne fais que regarder le scénario. Je suis toute seule et nue dans une nudité précaire.

Le corps tombe par terre et je sens le froid m'envahir de toute part. Ensuite, une coccinelle me grimpe dessus puis une autre et encore une autre.  Quand je m’en aperçois , je suis envahie  de coccinelles et  saisit par le froid.

Le froid, pour l'instant, ca va. Je ne sens rien, seulement les coccinelles. 

* Une femme passe en courant, habillée d'un manteau rouge

Je peux boire un thé maintenant ou un café… N’importe quoi. Et quand bien même je me mettrais à me masturber ça ne serait pas grand-chose. Ce que je sens, ce que je sens à l'intérieur, c’est ma vie qui brûle ou qui bouillonne.

* Une femme sème du sel.

Et après, après ça j’arrive à la gare…

sábado, 12 de dezembro de 2009

Desimages ou quand elle s'en sors dans la rue vêtu de nue.



Elle m'appelle et dit:

Thaïs, je vais sortir comment la muse, tu me suis ?

- Bien sûr.
  Tu vas nue et en dentelle?


Pause...

Nous sommes allés au marché pour le shopping. Elle avec leur dentelle et moi avec mon manteau rouge.

Nous avons nous filmé.
Nous avons parlé avec le boucher végétarien.


Les enfants ont pleuré de peur. Certains ont trouvé cela étrange.

La prochaine fois, elle va acheter du sel, je dis…

desimagens ou do momento em que se sai na rua vestida de nua.

Ela me liga e diz
Thais, vou sair de musa, você me acompanha?

- Claro.
  Nua e de renda?

Pausa.

Saímos ao mercado para fazer compras.
Ela com suas rendas e eu com meu casaco vermelho.

Nos filmamos.

Nós conversamos com o açogueiro vegetariano.

As crianças saíram chorando e com medo.
Algumas pessoas acharam estranho.

Na próxima vez ela comprará sal, digo.

ainda sem título, mas já esboçando algum (Parte 5)

Parte 5

Um pássaro negro me observa.
Ou talvez eu observe ele.

Não sei, não tem jeito. Não tem saída.
Nada. Quanto tempo mesmo passei aqui?
Será que não é o momento de ir?

Elas não apareceram ainda. Tenho frio. Nem gato, nem sapo e nem cachorro pra contar história. Só as folhas que voam. Loucas.
Esse vento poderia me levar. Me levar sem fim.
Me levar até não sobrar nada.



(continua...)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ainda sem título, mas já esboçando algum (Parte 4)

Parte 4

Estou sem inspiração para continuar e as maçãs apodrecem aos poucos.
Ah, sim. Não havia falado das maçãs ainda. Aqui, uma macieira me faz companhia. As vezes sinto que coisas caem em minha cabeça. Ontem mesmo caiu uma maçã talvez por isso em algum momento eu apaguei.
Enfim, aqui elas têm caído facilmente, provavelmente a época do ano.

Enfim... sem inspiração.
Sinto que se eu ficar neste banco por muito tempo serei bombardeado por maçãs... ou por merda de pomba. Odeio as pombas. Já disso isso? Provável. Sempre digo isso... Uma vez uma pomba velha e feia veio se sentar ao meu lado numa tempestade de vento frio. Ela me olhava com olhos singelos. Acho que foi a primeira vez que não odiei pombas. Ficamos ali cúmplices durante horas, até que a tempestade passou, e ela se foi andando meio manca. Nos respeitamos. Mas em geral eu as odeio, não sei bem porque, talvez porque sejam muitas e vivem fazendo merda na cabeça dos outros, ou talvez porque disputam como loucas a comida, ou porque vêm de enxeridas comerem a nossa.


O vento passa cortante por aqui.
As folhas têm voado como nunca e as maçãs têm caído mais que o normal. Elas ainda estão boas.

Como para passar o tempo.
As maçãs.


Mais uma.


Hoje estou a ponto de ir. Hoje resolvi que vou seguir as musas e seus gatos. Ainda não descobri o que se passou ontem quando escutei o grito de mulher. O fato é que desde então não tenho visto nem musas e nem gatos.
Justo hoje que decidi ir atrás deles.


Ao longe escuto um barulho do trem que me fez chegar até aqui. Que horas são agora, me pergunto...

O tempo passa e eu continuo sem inspiração para continuar. Me sinto sozinho pela primeira vez, e o vento me assombra um pouco.
As musas não passaram até agora e isso não é comum.
Hoje me pergunto, se ninguém nunca se perguntou do por quê eu as chamo de musas. Não sei, mas hoje eu me pergunto porque cargas d’água? As vezes as palavras me vêm na boca e eu não consigo mais tirá-las de mim. Enfim, começou assim e ficou assim. Sem muitos questionamentos agora.

Parei.

A continuação não flui. Espero que ao menos um gato apareça.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

ainda sem título (parte 3)

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Escuto um miado como jamais tinha escutado.
Ao olhar para trás a gata siamesa prenha está sentada e me olha com seus grandes olhos azuis.

De muito longe vejo uma das musas passarem com um vestido nas mãos.

Ouço uma voz feminina cantando uma cantiga de criança.

O ancião de bengala passa por mim, e hoje e parece não ter me visto.
Engraçado tudo isso... as pessoas aqui parecerem ser "de lua". De vez em quando elas resolvem perceber que estou aqui.



MERDA!
MERDA LITERAL! Uma merda de passarinho, ou melhor, de pomba. Odeio estas pombas. Me limpar com o que agora? Achar água ou banheiro por aqui me parece complexo demais. Minto, água tem.
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Escuto um grito aflitivo de mulher de muito longe. Os gatos passam correndo. As musas passam correndo carregando o cesto. Escuto um barulho de porta ranger, mas não faço idéia de onde vem este barulho. Estou só novamente. Ninguém me percebe novamente.
Até quando isso vai durar?